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Médicos do SUS não comparacem a reunião com prefeitura de Caxias.
3 de março de 2017 | Por SORRISO

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oto: Ângela Salvallaggio /Gaúcha Serra

Médicos da rede pública de Caxias do Sul não compareceram a reunião, na tarde desta quarta-feira (1º) em que a prefeitura apresentaria uma proposta sobre a forma de trabalho dos profissionais nos postos de saúde e no centro especializado de saúde (CES). Sem a participação da categoria, a reunião ficou restrita a 12 participantes, incluindo o secretário municipal da Saúde, Darcy Ribeiro Pinto Filho, e a presidente do Sindicato do Servidores Municipais (Sindiserv), Silvana Pirolli.

Até a terça-feira (28), o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde de Caxias e do CES era limitado a cotas diárias, mas a Secretaria da Saúde quer o cumprimento integral da jornada. São 170 médicos liberados de cumprir a carga-horária. Diante do impasse, a proposta da administração municipal é reduzir a jornada de trabalho dos médicos de 20 para 12 horas semanais. Caso o projeto seja aprovado pela Câmara de Vereadores, os profissionais que aderirem à proposta não receberão a parcela autônoma, que é de R$ 2.059, paga junto com o salário de R$ 3,5 mil.

O Sindicato dos Médicos diz que quer aumento salarial. O presidente da entidade, Marlonei dos Santos, diz que a proposta da categoria é cumprimento de 12 horas semanais e uma cota de 18 pacientes, mantendo a parcela autônoma e o salário integral. Com isso, os médicos passariam a registrar o ponto.

Por causa da falta de entendimento entre a categoria e a prefeitura, médicos iniciaram uma paralisação que se estende até a próxima sexta-feira (3). Porém, conforme o Secretário da Saúde, Darcy Ribeiro Pinto Filho, as UBSs vão permanecer abertas e com atendimento das equipes de enfermagem dos postos. Após primeira avaliação na unidade básica de saúde, o paciente receberá o encaminhamento devido – pode ir para o Postão 24 Horas ou, em casos mais graves, ocorrer o acionamento do Samu,

Na noite desta quarta-feira, ocorre uma assembleia dos médicos na Câmara de Vereadores para avaliar o primeiro dia de paralisação da categoria.

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